A pandemia de covid-19 impactou o mundo de várias maneiras. No entanto, em meio aos abalos econômicos e financeiros sofridos por muitas empresas, houve espaço para uma corrente do bem que envolveu diversos setores, entre eles o setor de Transformados Plásticos. Segundo levantamento do Sindiplast-ES, indústrias associadas ao sindicato ofereceram cerca de R$ 200 mil em materiais para o enfrentamento do novo coronavírus. Essas doações incluíram matéria-prima, espaço e equipamentos de produção, produtos, itens essenciais de higiene, entre outros, direcionados a instituições de saúde, comunidades carentes e empresas parceiras.

A Fibrasa, empresa de embalagens plásticas localizada no município da Serra, doou oito toneladas de polipropileno para a confecção de protetores faciais para profissionais de saúde do Estado do Espírito Santo. A unidade da empresa em Pernambuco também doou parte do material utilizado na fabricação de 6,5 mil protetores faciais, em uma ação conjunta com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Senai e outras empresas da região.

De acordo com o diretor financeiro da empresa, Natanael de Oliveira, a Fibrasa ainda promoveu diversas ações para a proteção dos trabalhadores, como: aplicação de vacinas contra gripe; ampliação da frota de ônibus, para aumentar o distanciamento entre os colaboradores; medição da temperatura dos profissionais no acesso à empresa; mudança no layout do refeitório para respeitar o distanciamento social; condução de parte dos colaboradores para teletrabalho; higienização dos ônibus e reforço da higienização de áreas comuns; isolamento das áreas de lazer da empresa; disponibilização de álcool gel 70% em pontos estratégicos e distribuição de todos os EPI necessários para a proteção do trabalhador.

A LBRX, empresa capixaba que fabrica produtos plásticos para a área de Telecomunicações, contribuiu com sua expertise para o beneficiamento do polímero doado pela Fibrasa que, posteriormente, foi utilizado por outra empresa associada ao Sindiplast-ES, a Plastin, para a fabricação de componentes para os protetores faciais. O diretor industrial da LBRX, Henrique Cavalcanti, afirma que a empresa também irá doar 5.000 protetores faciais entre seus clientes de todo o Brasil. “Os primeiros 1.000 protetores já começaram a ser distribuídos neste mês de maio”, destaca.

Na Embali, empresa de embalagens localizada no município de Cariacica, a contribuição ocorreu por meio da doação de frascos e tampas de sua fabricação, para a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e para o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), que utilizaram o material para acondicionar antissépticos a base de álcool 70% para doação. “O Ifes nos contatou por meio do Conselho Regional de Química, do qual também somos associados. Já a Ufes nos fez um convite para sermos parceiros nesse projeto enfrentamento do coronavírus, que iniciou no mês de março”, destacou o CEO da Embali, Frederico Yamashita.

A Agrofit, outra associada ao Sindiplast-ES, doou 2.700 sacolas plásticas para abrigarem os kits de higiene, enquanto a Maifredo Embalagens contribuiu com 1.000 garrafas pet, usadas para acondicionar o álcool em gel, atendendo a um chamado da Central Única das Favelas (Cufa), com o intuito de beneficiar moradores carentes da Grande Vitória.

 

Nacionalmente, as iniciativas do setor de Plásticos também têm fortalecido o combate à pandemia. Uma mobilização que tem o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast) forneceu 25 milhões de unidades em produtos descartáveis plásticos – pratos, talheres e copos de poliestireno (PS), para hospitais brasileiros, a fim de contribuir com o enfrentamento da propagação da covid-19 e outras síndromes respiratórias.

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