Resultado foi alcançado com a implantação da metodologia Lean Manufacturing, que está ganhando espaço entre as indústrias do setor

Lean Manufacturing

Eliminar os desperdícios durante os processos de produção possibilita um ganho de competitividade para as empresas. O Lean Manufacturing, também conhecido como produção enxuta, é um modelo de gestão que tem ganhado espaço entre as indústrias de plásticos capixaba, agregando mais valor aos produtos e serviços, reduzindo o tempo do processo produtivo e gerando mais envolvimento das equipes profissionais no processo de produção.

A metodologia de origem japonesa propõe aumentar a produtividade eliminando desperdícios nos processos, enquanto mantém a qualidade dos produtos. Ganhou notoriedade com a indústria automobilística Toyota, sendo hoje reconhecida como modelo para empresas de diversos setores. “O modo de produção enxuta possibilita maior organização do trabalho, adequação dos recursos à demanda e aumento da qualidade e da produtividade”, explica o presidente do Sindiplast-ES, Jackley Maifredo.

O gestor destaca que, dentre as associadas, a Duralevi foi uma das organizações que alcançou ótimos resultados com a implantação da filosofia. Localizada no município de Cariacica, a indústria especializada na produção de pias, tanques, caixas d’água, entre outros, encontrou estímulo no Programa ES Mais Produtivo para aplicar a metodologia.

“Nós tínhamos alguns problemas nos processos, mas não tínhamos ferramentas para resolver. Foi aí que surgiu a necessidade do Lean. Aplicamos mudanças como fluxo contínuo, trabalho padronizado, 5S, qualidade na fonte, entre outras, que geraram resultados bastante significativos”, conta a analista Lean Manufacturing, Letícia Liberato Silva.

Segundo Letícia, a implantação da filosofia Lean no processo de produção de tanques de mármore sintético foi capaz de identificar e propor alternativas para eliminar o desperdício de um tanque para cada 17 produzidos. “A gente tinha um desperdício muito grande na produção dos tanques, pois havia variabilidade de pesos. Hoje, cada tanque possui seu peso padrão, nos dando oportunidade de ganhos anuais na ordem de R$21.689,00 por modelo de tanque, com a alteração do sistema de pesagem”, explica.

A profissional destaca que todo o processo exige uma mudança comportamental dentro da empresa que, quando adotada, fica inserida nos profissionais, que buscam a cada dia a melhoria contínua. “O engajamento faz toda a diferença. Depois que começamos a sensibilizar as pessoas e mostrar importância do Lean, o projeto deu resultado. Foi fantástica a participação de toda a equipe. Sem eles não teríamos conseguido chegar aos resultados que chegamos, com um ganho de produtividade acima de 200%”, finaliza.

Lean Manufacturing na proteção ao meio ambiente

O presidente do Sindiplast-ES, Jackley Maifredo, chama a atenção para a importância do Lean Manufacturing na proteção do meio ambiente. Ele explica que estoques baixos, eliminação de desperdícios e layouts enxutos também auxiliam as empresas na eliminação de eventuais perdas de matérias-primas e/ou sobras de produtos para o ambiente.

“No mês de julho, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a Plastivida, a Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast) e outras instituições lançaram oficialmente o Programa Pellet Zero – OCS® (PPZ-OCS®), que visa engajar todo o setor para a contenção dos pellets que chegam ao meio ambiente”, afirma.

Os pellets são matéria-prima na forma de grânulos das indústrias de transformação que, de forma acumulada no meio ambiente, se tornam um grande problema ambiental. Por meio do PPZ-OCS®, as empresas que assinarem o compromisso com o programa e implementarem boas práticas no tratamento dos pellets e demais formas de resinas plásticas serão certificadas. Além das indústrias, o PPZ-OCS® também envolve transportadoras e distribuidores.

“Sabemos da nossa responsabilidade em conter os danos causados por essas resinas ao meio ambiente e o setor tem se mobilizado para mitigar esses danos. A promoção da economia circular continua sendo uma pauta defendida pela Abiplast, pelo Sindiplast-ES e pelas indústrias de plásticos em todo o Brasil, que entendem que este é o caminho para o desenvolvimento sustentável”, conclui.

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