Em 2019, o coordenador de Qualidade da Maifredo Embalagens, Bruno Bom Alves Nunes, foi um dos convidados pelo Sindiplast-ES para defender tecnicamente a manutenção do veto para o Projeto de Lei (PL) nº 26/2019, que buscava proibir a utilização e o fornecimento de copos plásticos descartáveis pelos restaurantes, bares, lanchonetes, barracas de praia, ambulantes e similares em todo o Espírito Santo. 

Recentemente, ele publicou, em sua rede social LinkedIn, o artigo “Plásticos X Covid-19: O que Aprendemos?”, em que aborda o movimento em torno dessa proibição e o seu entendimento sobre o tema. O Sindiplast-ES convida seus associados para esta leitura. Uma reflexão relevante sobre como o impacto ao meio ambiente não está exclusivamente ligada ao que é produzido ou criado, sendo necessária a contribuição de toda a sociedade para um mundo melhor.

Abaixo leia o artigo do Bruno Bom Alves Nunes na íntegra:

Há algum tempo, fui convidado pelo Sindiplastes a defender tecnicamente a manutenção do veto para o Projeto de Lei (PL) nº 26/2019, que buscava proibir a utilização e o fornecimento de copos plásticos descartáveis pelos restaurantes, bares, lanchonetes, barracas de praia, ambulantes e similares em todo o Estado. A justificativa? Atenuar o impacto do uso do plástico no meio ambiente.

Ok Bruno, mas o que a pandemia tem em comum com este projeto de lei? Vamos lá jovem padawan. Com o COVID-19, uma das medidas para maioria dos países foi o Lockdown, total ou parcial (não estou aqui para defender isto, mas a Suécia está aí para provar o contrário), e isto gerou impactos no meio ambiente de forma avassaladora! Rios, lagos/lagoas, parques, reservas, volta dos animais ao seu habitat. Tudo isto simplesmente pelo fato do ser humano não estar presente.

Bruno, você está viajando! Certo… vamos por partes:

Primeiramente, todo projeto lei ou proposta governamental que proíbe algo, sem ao menos um debate entre a tríade governo, indústria e sociedade, não é válido! São ações com resultados unilaterais. Benéfico? Para quem? Teria acabado com diversas empresas da cadeia produtiva. Resolveria o problema? Não há como medir…. Até então!!
Neste segundo momento quero que reflitam sobre o que foi aconteceu com nossa sociedade. Grande maioria da população em suas casas de quarentena. Muita coisa aconteceu: a natureza teve um momento de “alívio”, de respiro. E em uma espécie de autorregulação, a fauna e a flora estão retomando seu lugar.

Conclusão, o impacto ao meio ambiente não é ligado exclusivamente ao que produzimos ou criamos. Você leu certo. Somos todos responsáveis. A evolução traz consigo algumas consequências. O que podemos fazer para amenizar ou mitigar?

  • Para a indústria de plásticos: direcionaram a produção para itens hospitalares e transversais como face shield, CPAPs, BiPAPs, ambú, recipientes para álcool em gel e líquido, utensílios descartáveis entre outros.
  • O governo? Que tal reduzir o percentual da folha de pagamento, reduzir impostos, criar incentivo fiscal, destinar dinheiro de causas próprias em prol do todo?
  • A sociedade? Que tal olharmos para tudo ao nosso redor e tomar consciência do poder que temos? Do impacto que nossas ações, nosso comportamento, nosso ego gera ao redor! Comportamento humano é algo difícil de lidar. É preciso ter exemplo, desde pequeno.. Seja em casa, na escola, nos líderes da sociedade, nos líderes religiosos. Mas não tendo, vamos procurar culpados? Vamos apenas apontar dedos?

Não devemos procurar desculpas ou motivos para nos defender!
Precisamos abrir nossa mente e agir com EMPATIA, com tudo e todos!!

Após todo este cenário walking dead passar – porque vai! – o que teremos aprendido? Que lições, exemplos vamos usar para o futuro? Que lembranças iremos levar? Qual mensagem vamos pregar?

Lembre-se: o conceito de sociedade é um conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade. E aí, o que queremos para a comunidade do nosso futuro? E para dos nosso filhos e netos?

Fonte: Linkedin.com

Bruno Bom Alves Nunes

Bruno Bom Alves Nunes

Bruno atuou nas áreas de Ensino Técnico, Ensino Superior e Pesquisa, Gestão

Integrada da Qualidade, Mineração e Gestão de Planejamento / Controle de Processo. Trabalhou com projetos de inovação no Sistema Findes e com desenvolvimento técnico da gestão tecnológica e educacionais pelo Senai/ES. Foi instrutor de Educação Profissional ministrando disciplinas diversas de áreas correlatas, sendo o pioneiro no estado nos cursos de Cerâmica (Louça Sanitária e Placas de Revestimento Cerâmico).
Atua como CBO no Espaço A – Fisioterapia, Pilates e Estética.

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